Nos nossos dias, uns úteis outros fúteis, nem nos apercebemos da dura realidade de outros seres que deambulam pelas ruas das cidades…
Telmo tem 21 anos.
Telmo é toxicodependente.
Telmo é seropositivo.
Telmo está só.
Este artigo do Jornal de Notícias é impressionante, uma realidade para ele… apenas mais uma página de jornal para nós.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=955224

                    ® Paulaalex -Lisboa, Maio/08

Vende-se a música e o étnico, finge-se ser genuíno, garante-se a qualidade… o produto natural.
Mas, afastado do grupo, qual director de uma empresa bem sucedida, recorrendo ao telemóvel, eis que o ancião respeitavelmente vestido, telefona, quiçá, ao fornecedor (chinês) para encomendar mais umas flautas made in China, por mãozinhas pequeninas que, da música, apenas conhecem as dores. São os (con)trastes.

A rapariga procurou uma moeda. Afinal colocou três moedas no copo que o cão segurava entre os dentes. Afinal não era um cão. Era uma cadela miserável, triste, velha e cansada. A vida é ingrata: amamentou os filhos, abandonou-o, foi abandonada. Nunca teve dono nem amor. Os cães serviam-se dela e deixavam-na na sarjeta, na solidão de uma barriga que denunciava mais bocas para comer… Anos e anos a vagabundear por aí, por aqui… por lado nenhum… e em nenhum lado encontrou uma mão que a acariciasse com tanta ternura como aquela, numa tarde tão quente e longa. O nome… A rapariga queria saber o nome! Sem nome. Desconhecida. Abandonada. É só escolher.

            O menino chama-se Mário. Só agora descobriu… Há três meses que viaja com ele de feira em feira, numa carrinha pequena e fedorenta, com mais três cães e dez pessoas. Pessoas? Não… bebem vinho e batem nas crianças e nos animais. Nunca nenhum lhe chamara Mário… Era o cabrão ou o filho da p…, era o estupor da p… que o pariu! Era… era um menino de olhos grandes e mãos pequenas, demasiado frágeis para suportar um velho acordeão que fazia parte dele como as pulgas dos animais vadios. Um parasita que o obrigava a humilhar-se, tocando sem lágrimas tons graves das dores que sentia e as notas agudas do amor que não tinha.

            - E que idade tens? – continuou a inquirir a rapariga.

            Sete anos… sete anos de desprezo.

            - Já sabes ler, andas na escola… atalhou a rapariga.

Depressa colou os olhos ao chão… para não deixar ver as lágrimas. A vida daquele menino não passa pela magia das letras e dos algarismos, das histórias e das contas. Contas só as que tem de dar ao dono, no final do dia, em troca de um rosnar “Ah! Cabrão! Se amanhã não trazes mais…”

 

Paula Costa

Há mais de 10 anos escrevi este texto. Guardei-o. Para mim, aquela realidade chocou-me demasiado. Sempre senti a esperança de, com o progresso, não voltar a testemunhar estas realidades… Olho para trás, não sei do memino. É muito fácil adivinhar que não faz parte nem de estatísticas nem de prioridades políticas… Assim é o progresso!

Recentemente, numa das ruas da Baixa, voltei a ver o mesmo cenário… Impressionei-me muito, desta vez levava o meu filho de oito anos, pela mão. Ambos parámos. No silêncio da cumplicidade, o meu filho entregou uma moeda àquele rapaz… O que dizem estes olhos?  
Sem sonhos, sem ser… a sobreviver.Lisboa

Terminei a leitura deste livro fascinante que nos leva a uma caverna onde permanecemos prisionairos de nós mesmos, “livremente” vivemos numa prisão onde o consumismo devora o nosso ser até ao tutano. A solução?
«…sendo as pessoas além de sujeitos de um fazer, sujeitos também de um pensar (…) sempre valerá mais arriscar-nos a subir a figueira para tentar alcançar o figo do que deitar-nos à sombra dela e esperar que ele nos caia na boca.» Muitas vezes, «…para que o céu se abra é necessário que uma porta se feche.»

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Na minha perspectiva, sair da caverna passa por sermos nós próprios, caminheiros ou viajantes numa busca intensa pelo SER e pela SERenidade. Procurar o céu límpido e fugir do consumismo, da homogeneização!

Boa Leitura e boas fugas!

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 A poesia está dentro de nós… ao olharmos para um sorriso, para uma flor, uma nuvem,  para uma mão que se estende…
Senti-mo-la quando recebemos esse sorriso, o cheiro, o suave som ou o forte trago do gomo dos dias…
Para este dia, escolhi um dos meus poetas favoritos - Eugénio de Andrade. Aqui fica a singela homenagem, para quem, fazer um poema, era ter um filho: com dor e com amor!

VER CLARO

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra e outra vez
e outra vez
a essa sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.

Eugénio de Andrade, Os Sulcos da Sede

  • O vídeo apresenta-te o poema «Palavras Intreditas», de Eugénio de Andrade. Para ti, há palavras intreditas?

Vamos adoptar uma rio?

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A Associação Portuguesa de Educação Ambiental (APEA) pretende que qualquer pessoa se envolva nesta acção ambiental.
Escolhe-se 500 metros de auqlquer rio, que depois se terá de avaliar, pelo menos duas vezs por ano (primavera e Outono), a fim de sedetectar resíduos, medir a temperatura, a transparência da água e analisar o PH e outros factores. Além da avaliação técnica, ao cuidar de um rio devemos observar os animais que vivem nas margens e no seu leito, como anfíbios e peixes. É igualmente importanteobservar a floraque, se estiver pouco frondosa, pode ser replantada, desde que para tal o pai/mãe adoptivo(a) faça a sugestão às autoridades locais. É claro que se o rio ou as suas margens estiverem poluídas, tal factodeve ser denunciado às autoridades, para que se proceda à sua limpza, na qual poderemos também participar.
Pensa nisso, e procura alguém que te acompanhe neste projecto… pode ser uma pequena gota num imenso oceano, mas uma pequena gota fará uma grande diferença!

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AS ÁRVORES
As árvores crescem sós. E a sós florescem.
 
Começam por ser nada. Pouco a pouco se levantam do chão,
se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se. 
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,e as sementes preparam novas árvores. 
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós. 
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse. 
As árvores não.
Solitárias, as árvores,exauram
terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam. 
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua. 
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
a crescer e a florir sem consciência. 
Virtude vegetal viver a sós
e entretanto dar flores. 
António Gedeão

flores2.jpgflores2.jpgflores2.jpg  
O poeta mostra-nos a árvore com outros olhos e outro sentir. Para nós, no dia a dia, basta ver, cheirar, sentir… a frescura, a vida, a cumplicidade de cada árvore. Uma árvore é sempre única! Por isso é tão importante preservá-las. 
DE UMA SIMPLES ROLHA DE CORTIÇA PODERÁ NASCER UMA ÁRVORE…
A partir de Junho , ao separarmos o lixo, podemos passar a separar também as rolhas de cortiça. Esta Campanha de Reciclagem de Rolhas, levada a cabo pela QUERCUS e integrada no programa Green Cork, tem como finalidade reaproveitar a cortiça e usar o dinheiro adquirido para plantar carvalhos, azinheiras e sobreiros pelo país. Está atento. Informa os teus pais e amigos. ParticipA: BASTA RECOLHER AS ROLHAS E ENTREGÁ-LAS NO ECOPONTO MAIS PRÓXIMO, QUE NO TEU CASO SERÁ O HIPERMERCADO CONTIMENTE. SE QUISERES FACILITAR A TAREFA, LANÇA A IDEIA NA TUA ESCOLA E FAZ AÍ A CAMPANHA, RECOLHE O MAIOR NÚMERO DE ROLHAS QUE CONSEGUIRES.

 Em tempo de Carnaval, também com sabor brasileiro, uma canção para alegrar as férias!

Roupa Nova é um grupo brasileiro que nos surpreende com as suas letras e vozes. Deixo aqui um apelo ao Amor e à Paz para o ano de 2008. E o que é a Paz? Para mim, para ti, para cada um de nós a Paz tem significados diferentes, mas todos a desejamos… para todos!

Para os mais curiosos, aqui fica a letra:

Deve haver um lugar dentro do seu coração
Onde a paz brilhe mais que uma lembrança
Sem a luz que ela traz já nem se consegue mais
encontrar o caminho da esperança.
Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens
Se fazendo irmão, estendendo a mão.
SÓ O AMOR, MUDA O QUE JÁ SE FEZ
E A FORÇA DA PAZ JUNTA TODOS OUTRA VEZ
VENHA, JÁ É HORA DE ACENDER A CHAMA DA VIDA
E FAZER A TERRA INTEIRA FELIZ
Se você for capaz de soltar a sua voz
Ter um mar, como prece de criança
Deve então começar, outros vão te acompanhar
E cantar com harmonia e esperança.
Deixe que esse canto lave o pranto do mundo
Pra trazer perdão, dividir o pão.

SÓ O AMOR, MUDA O QUE JÁ SE FEZ
E A FORÇA DA PAZ JUNTA TODOS OUTRA VEZ
VENHA, JÁ É HORA DE ACENDER A CHAMA DA VIDA
E FAZER A TERRA INTEIRA FELIZ!

Quanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem,
pra manter a fé e o sonho dos que ainda vêm.
A lição pro futuro vem da alma e do coração,
pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor.
Se você começar outros vão te acompanhar
E cantar com harmonia e esperança.
Deixe que esse canto lave o pranto do mundo
Pra trazer perdão, dividir o pão.
 
SÓ O AMOR, MUDA O QUE JÁ SE FEZ
E A FORÇA DA PAZ JUNTA TODOS OUTRA VEZ
VENHA, JÁ É HORA DE ACENDER A CHAMA DA VIDA
E FAZER A TERRA INTEIRA FELIZ!

 Nota: esta letra é uma versão de “Heal the World”, de Michael Jackson, à qual puseram o nome de “A Paz”.

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