Portugal foi, desde a sua fundação, governado por reis. A essa forma de governo chama-se monarquia.
No entanto, nos finais do século XIX, havia muitas pessoas que achavam que a monarquia não era a melhor forma de governar um país: o rei reinava a vida toda.
Quando morria era o filho mais velho, o príncipe, que tomava o seu lugar.
Os problemas que as pessoas viam na monarquia eram devidos a coisas muito simples:
E se o rei governasse mal?
E se fosse cruel para com os súbditos (o povo)?
E se ficasse doente ou louco?
E se tivesse ideias extravagantes que prejudicassem as pessoas?
E se decidisse mal coisas importantes para o país?
E se se deixasse influenciar demais por pessoas com más intenções?
Claro que estes problemas podem acontecer com qualquer governante, fosse ele um rei ou outro…
No entanto, as vantagens de uma forma de governar diferente eram vistas como boas. Seria um sistema diferente: uma república.
As repúblicas têm dirigentes eleitos por períodos de tempo mais curtos, e o controlo do poder parecia mais eficaz.
Por tudo isto, grupos de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano, foram-se revoltando e acabaram por conseguir terminar com a monarquia e implantar a República, como vinha acontecendo noutros países da Europa.
in site www.junior.TE
Isto aconteceu a 5 de Outubro de 1910
O fim da Monarquia
Em 1873, em plena monarquia, formou-se um novo partido, o Partido Republicano que tenta uma revolta em 31 de Janeiro de 1891, no Porto, como protesto contra a capitulação de D. Carlos I ao Ultimato da Inglaterra relativamente ao famoso Mapa Cor-de-Rosa, em que Portugal propunha a ligação, anexando território africano, de Angola a Moçambique, indo assim contra a ambição Britânica de estabelecer um império africano «do Egipto à África do Sul – da foz do Nilo à cidade do Cabo (Cape Town)», mas que é dominada.
A 1 de Fevereiro de 1908 no Terreiro do Paço, em Lisboa, no regresso de uma viagem a Vila Viçosa, a tiros de pistola dá-se o assassínio (regicídio) do Rei D. Carlos I – O Diplomata - e do Príncipe Herdeiro D Luís Filipe, como represália à Ditadura de João Franco, a quem D. Carlos I tinha entregue o governo, após dissolver o parlamento.
D. Manuel II – O Patriota ou O Desventurado -, segundo filho de D. Carlos, nascido em Lisboa em 1889, assume o poder tornando-se o 34º (por vezes aparece referenciado como o 35º), e último rei de Portugal (1908 a 1910).
D. Manuel II demite João Franco e nomeia um governo de coligação chefiado por Ferreira do Amaral, mas o descontentamento popular continua apesar de F. do Amaral ter concedido muitas liberdades de ordem política.
O Partido Republicano estagia outra revolução, vitoriosa, a 4 de Outubro de 1910, e no dia seguinte foi proclamada a 1ª República por José Relvas e Eusébio Leão, e oficializada pelo Diário do Governo de 6-10-1910.
Retirado do site http://joaogil.planetaclix.pt/k.htm
Em 1873, em plena monarquia, formou-se um novo partido, o Partido Republicano que tenta uma revolta em 31 de Janeiro de 1891, no Porto, como protesto contra a capitulação de D. Carlos I ao Ultimato da Inglaterra relativamente ao famoso Mapa Cor-de-Rosa, em que Portugal propunha a ligação, anexando território africano, de Angola a Moçambique, indo assim contra a ambição Britânica de estabelecer um império africano «do Egipto à África do Sul – da foz do Nilo à cidade do Cabo (Cape Town)», mas que é dominada.
Queda da Primeira República – Implantação da Ditadura Nacional
Revolução de 28 de Maio
A Revolução de 28 de Maio de 1926, Golpe de 28 de Maio de 1926 ou Movimento do 28 de Maio, também conhecido pelos seu herdeiros do Estado Novo por Revolução Nacional, foi um pronunciamento militar de cariz nacionalista e antiparlamentar que pôs termo à Primeira República Portuguesa, levando à implantação da auto-denominada Ditadura Nacional, depois transformada, após a aprovação da Constituição de 1933, em Estado Novo..
A revolução começou em Braga, comandada pelo general Gomes da Costa, sendo seguida de imediato em outras cidades como Porto, Lisboa, Évora, Coimbra e Santarém. Consumado o triunfo do movimento, a 6 de Junho de 1926, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, Gomes da Costa desfila à frente de 15 mil homens, sendo aclamado pelo povo da capital.
A Constituição Política da República Portuguesa de 1933 foi elaborada por um grupo de professores de Direito convidados por Salazar para o efeito, tendo sido promulgada a 22 de Fevereiro e aprovada em plebiscito em 19 de Março de 1933. Esta Constituição foi posta à aprovação dos portugueses, através de uma votação.
O Estado Novo: autoritário, conservador, nacionalista, corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica e tradicionalista, de cariz antiliberal, antiparlamentarista, anticomunista, e colonialista
O Estado Novo (1933-1974) foi um regime autoritário, conservador, nacionalista, corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica e tradicionalista, de cariz antiliberal, antiparlamentarista, anticomunista, e colonialista, que vigorou em Portugal sob a Segunda República. O regime criou a sua própria estrutura de Estado e um aparelho repressivo (PIDE, colónias penais para presos políticos, etc.) característico dos chamados Estados policiais, apoiando-se na censura, na propaganda, nas organizações paramilitares (Legião Portuguesa), nas organizações juvenis (Mocidade Portuguesa), no culto do “Chefe” e na Igreja Católica.
A figura do Chefe de Estado encontrava-se subalternizada, assim, não é de estranhar que a partir de 1959, ano de revisões à Constituição, a eleição do Presidente da República passasse a ser por sufrágio indirecto. Deste modo, havia um único partido, a União Nacional, sendo todos os outros abolidos.
O tipo de Estado era uma República Corporativa de forma unitária regional, incorporando as “províncias ultramarinas”, ou seja, as colónias portuguesas, consagrando o ideal de Salazar de preservar o império português “do Minho a Timor”. Na revisão de 1951 foi incorporado na Constituição o Acto Colonial.
A Revolução de 28 de Maio de 1926, Golpe de 28 de Maio de 1926 ou Movimento do 28 de Maio, também conhecido pelos seu herdeiros do Estado Novo por Revolução Nacional, foi um pronunciamento militar de cariz nacionalista e antiparlamentar que pôs termo à Primeira República Portuguesa, levando à implantação da auto-denominada Ditadura Nacional, depois transformada, após a aprovação da Constituição de 1933, em Estado Novo..
A revolução começou em Braga, comandada pelo general Gomes da Costa, sendo seguida de imediato em outras cidades como Porto, Lisboa, Évora, Coimbra e Santarém. Consumado o triunfo do movimento, a 6 de Junho de 1926, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, Gomes da Costa desfila à frente de 15 mil homens, sendo aclamado pelo povo da capital.
A Constituição Política da República Portuguesa de 1933 foi elaborada por um grupo de professores de Direito convidados por Salazar para o efeito, tendo sido promulgada a 22 de Fevereiro e aprovada em plebiscito em 19 de Março de 1933. Esta Constituição foi posta à aprovação dos portugueses, através de uma votação.
Guerra Colonial

- Chegada a Lisboa das urnas de polícias e soldados mortos durante os confrontos de Luanda de Março de 1961 -«Sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos.” – António Oliveira Salazar
Designa-se por Guerra Colonial, Guerra do Ultramar (designação oficial portuguesa do conflito até ao 25 de Abril), ou Guerra de Libertação (designação mais utilizada pelos africanos independentistas), o período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, entre 1961 e 1974. Na época, era também referida vulgarmente em Portugal como Guerra de África.
Ao contrário dos outros países europeus que se desfizeram das suas colónias em África, Portugal, contrariando a Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos do Homem manteve-as após 1960, o que inevitavelmente levou, após a Conferência de Bandung, às Guerras Coloniais em Angola, Guiné, Moçambique, etc., com base no princípio inalienável de auto-determinação e independência, num quadro internacional de apoio e incentivo à luta.
O prelúdio da III República
Nos dias seguintes libertaram-se políticos encarcerados nas prisões de Caxias e Peniche, verificou-se um regressar de exilados políticos (a 28 dá-se o regresso de Mário Soares e a 30 o de Álvaro Cunhal) e, em contrapartida, um êxodo de descontentes com a revolução.
O 25 de Abril de 1974 começou em 5 de Outubro de 1910
Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de estado militar que derrubou, num só dia, sem grande resistência das forças leais ao governo – que cederam perante a revolta das forças armadas – o regime político que vigorava em Portugal desde 1933. O levantamento, também conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português “Dia da Liberdade”, é o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução.
Este facto marcou definitivamente o nosso modo de ver e de viver, de ser e de estar. Hoje, 5 de Outubro de 2009, passados 35 anos, os ideais mantêm-se de pedra e cal. Há por aí quem tema, receia ou estremeça… Uns são asfixiados, outros esmiuçados, uns vivem de braços erguidos, outros de braços cruzados.
Vale a pena reler o excerto de uma entrevista a Vasco Gonçalves – “Ideais de Abril apontam para o futuro”
Passaram-se 25 anos. Certos elementos essenciais da Revolução continuam de pé, outros perderam-se ou foram adiados. Mas há a memória, há homens, acontecimentos, conquistas e factos que são parte incontornável da nossa História colectiva. Fazendo uma ponte entre os anos da Revolução e este fim de século, que mensagem gostaria de aqui deixar?
O entusiasmo, a confiança, a esperança, o empenhamento, o sonho que se seguiram ao 25 de Abril devem inspirar-nos a continuação da luta com redobrado esforço pelos ideais que nortearam as conquistas revolucionárias. Numa palavra: manter abertas as portas que Abril abriu. Por elas passa a libertação do Homem.
in «O Militante» Nº 239 – Março / Abril – 1999
Ser cidadão significa pertencer a um estado livre, no gozo dos seus direitos civis e políticos, e sujeito a todas as obrigações inerentes a essa condição. Portanto, bem hajam os cidadãos corajosos que levantam a voz, que erguem bandeiras e ousam pensar e agir!
Neste dia, num simples feriado nacional, que viagem poderíamos fazer rumo ao futuro! Juntos ou sós. Aqui ou ali. Agora e sempre.








