A poesia está dentro de nós… ao olharmos para um sorriso, para uma flor, uma nuvem, para uma mão que se estende…
Senti-mo-la quando recebemos esse sorriso, o cheiro, o suave som ou o forte trago do gomo dos dias…
Para este dia, escolhi um dos meus poetas favoritos – Eugénio de Andrade. Aqui fica a singela homenagem, para quem, fazer um poema, era ter um filho: com dor e com amor!
VER CLARO
Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra e outra vez
e outra vez
a essa sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.
Eugénio de Andrade, Os Sulcos da Sede
O vídeo apresenta-te o poema «Palavras Intreditas», de Eugénio de Andrade. Para ti, há palavras intreditas?
